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sábado, 29 de outubro de 2011

DAIANE E O DIA DAS BRUXAS

 




 

No colégio, onde Daiane cursava o 2º. Grau, passaram um tema e os meninos lhe disseram que para a história ganhar veracidade, ela tinha que ir a um cemitério e colocar embaixo da tampa de um túmulo, a história que fora escrita.

Ela fez isto, porém na hora de sair havia no caminho dois cones de cimento, cheios de areia e ao dar um passo na direção deles, estes se moveram quase um metro para os lados. Daiane pensou que seus olhos estavam lhe enganando. Deu um passo pra trás e eles fizeram o mesmo se arrastando em sua direção. Daiane ficou apavorada e correu desesperada para fora do cemitério.

No caminho perdeu uma sandália e quase torceu o pé. Entrou no carro dos meninos que lhe esperavam na frente e gritou:

- Corram, acelerem o carro.

Márcio ainda perguntou:

- Fez o que lhe dissemos?

Daiane com os olhos arregalados, não falava, só mexia com a cabeça.

Ao chegar em casa os meninos foram buscar um copo com água e depois pediram que lhes contasse o que aconteceu. Passada a tremedeira e o susto Daiane conta todos os fatos e diz que nunca mais duvidará de qualquer história que lhe contem, muito menos quando envolver fantasmas ou o dia das bruxas.

E no colégio, ao invés de contar a história sobre o tema preparado que era se você achar um livro na rua, o que fará?

Ao terminar a narrativa todos bateram palmas. A maioria certamente pensou que Daiane havia criado a história e não que isto lhe acontecera de verdade, enquanto ela concluía que de alguma forma havia levado um tremendo fora.



Mário Feijó

Out/2011
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