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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A LUA É CÚMPLICE




A LUA É CÚMPLICE

No leito esparramaram-se
Feito rio que escorre
E, animais no cio amaram-se
Sobre a relva e o sereno da noite

Eles eram livre
Tal qual o vento
Um dia no mar, outro na serra
Corriam pelas paragens

No chão ecoaram as pisadas
Eram as brumas da noite
Onde o solo eram os lençóis de areia

No teto nada mais que estrelas
A lua escondera-se solidária
Era cúmplice deste amor...

Mário Feijó

18.11.17

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

POR DOIS OU TRÊS BEIJOS



POR DOIS OU TRÊS BEIJOS

O poeta passou a vida inteira
Em busca de um amor sincero
Porém quando o encontrou
Descobriu ter caído numa armadilha

Sim! O amor também tem armadilhas
E o poeta começou a agonizar
(faz tempo que agoniza)
Descobriu que o amor lhe testava

Certas horas sua alma
Ficava completamente vazia
Noutras horas seu amor próprio evaporava
E o poeta que sempre fora esperançoso
Tinha aridez no coração

O amor não se compra
E o poeta vendeu-se
Por dois ou três beijos
E mais trinta moedas: crucificaram-no!

Mário Feijó
06.12.17


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

TEMPO E DISTÂNCIA






TEMPO E DISTÂNCIA

O que mais dói
É ir ao teu encontro
E como que por encanto
Te perder na bruma
Estou mais perto
E ao mesmo tempo mais distante
O tempo contado em horas
Dias, semanas, meses e anos
Jogam-me sempre pra longe de ti
Tento nas brumas te alcançar
E o vento te leva
Por vias, rodovias e estradas
Para longe de mim
É o destino que nos separa
Eu corro incerto
Pra perto de ti
E cada vez nos distanciando mais e mais

Mário Feijó
26.11.17


MILAGRES ACONTECEM (crônica)


foto: Mário Feijó


MILAGRES ACONTECEM

Era uma tarde chuvosa, nós corríamos pelo campo, voltando para casa. O céu completamente fechado abria nesgas de sol. Num dos intervalos entre os vários temporais que já caíram naquele dia.
Ao longe o gado pastava o capim verde e molhado, indiferente se chovia ou fazia sol. O poeta olha o campo e vê, de lado a lado, o mais colorido e vivo arco-íris. E naquela paleta de cores, de um lado o arco-íris caia em cima dos animais e do outro somente o verde do campo. A paisagem tinha as cores do paraíso. O poeta então para de correr, estaciona o carro e vai para aquela visão colorida que ia do laranja até o lilás, tentando subir onde só havia campo.
Pensava no que sua avó dizia: ‘sempre há um tesouro na ponta do arco-íris’. Assim: esquecera-se do tempo e de onde estava. Esquecera-se de que não chegara ali sozinho, no carro da frente tinha alguém que lhe guiava o caminho naquela estrada desconhecida e estranha. Pegou o celular, pois não levara sua máquina fotográfica, e registrou extasiado aquele momento enquanto sua mente viajava no arco-íris em direção à fantasia. Era um momento de felicidade em um pequeno lapso de tempo.
Recomeça a chover e saindo do torpor o poeta lembra: tenho que correr, o outro carro sumiu na estrada e, sozinho por estes lados, estarei perdido. Era a divisa de dois pequenos municípios no interior de São Paulo – Santo Anastácio e Ribeirão dos Índios – um com nome de santo o outro de um pequeno riacho.
E o poeta desperta do êxtase correndo para seu carro e voltando para a estrada quando olha pra frente e vê que o carro da frente havia voltado para lhe buscar. Voltara preocupado com o que tinha acontecido com o poeta, sem entender nada, sem nem mesmo perceber que no céu havia acontecido um pequeno milagre, entre um temporal e outro...


Mário Feijó

27.11.17  

AMOR ROLETA RUSSA




AMOR ROLETA RUSSA

A borboleta assustada foge
Por medo dos predadores
Escondida no Jardim
Envolve-se com flores
Que dizem lhe amar
As flores murcharam
Por falta de amor
Água somente das lágrimas
O tempo é quem chora
As borboletas morrem
De inanição e desprezo
Nem predadores a procuram
O mundo gira
Entre amores, vícios e dores
Feito uma roleta russa

Mário Feijó
Out. 2017


TEMPO DE AMAR



TEMPO DE AMAR

Quando eu era criança
As pessoas que eu mais amei
Tinham cheiro de fumaça...

As que eu tinha medo
Cheiravam a suor...
As que eu desejava 
Tinham cheiro de 'leite de rosas'

As que eu respeitava
Tinham cheiro 'd'Água Velva'
A umas eu implorei carinho
De outras só quis distância

Algumas nem pareciam ser deste mundo
Outras pareciam ser fantasmas
Hoje todas sumiram feito fumaça

Não ficou nem o cheiro
Do Leite de Rosas
Igual ao da ‘Água-Velva’ que evaporou
Agora perdi o medo de amar

O amor trocou de corpo
O desejo é real não fantasia
Respeito minhas vontades
Deixei minhas flores no Jardim se abrirem


Mário Feijó
21.11.17

SEDE SACIADA

SEDE SACIADA

Eu olho os montes nos campos
E vejo tuas curvas, aclives e declives
Vejo o mato crescendo
O gado pastando
Pássaros voando
E as nuvens no céu onde me reporto

Aí eu sinto o teu cheiro
Na relva molhada
E vejo estrelas tal qual
Quando tu me abraças

Pele suada eriçada
Arrepiada pela ação do vento
Igual quando me tocas
Arrepiando meus pêlos

E vejo a água cristalina corrente
E sinto sede, tal qual
A sede que tenho
Quando me sacias com teus beijos

Mário Feijó
22.11.17

domingo, 12 de novembro de 2017

POR QUE SERÁ?






POR QUE SERÁ?

Por que será
Que eu te quero
E você passa batido
Pelo meu desejo

Eu e implorei amor
E você diz que é tara...
Fui embora feito cão
Quando perde sua cadela no cio
Para toda a matilha

Por que será
Que o meu amor
Não te interessa?
Meu tempo passou?
Tu és flor que desabrocha?

Mário Feijó

12.11.17

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

À PROCURA DE MIM




À PROCURA DE MIM

Eu não vejo mais
A luz do fim do túnel
Tudo está escuro
E na escuridão me perco

Eu te vejo navegando
Para longe de mim
E no escuro da noite
Teus abraços onde não sei

E como se fosse
Um rio caudaloso
Tudo o que era nosso
É levado embora

O céu estrelado me diz
Siga em outra direção
E procure por você
Deixe que os outros se percam...

Mário Feijó

09.07.17

AMOR DESBOTADO




AMOR DESBOTADO

Você diz que me quer
Porém o que deveria ser
Uma boa notícia
Parece flor de plástico

Flores de plástico são falsas
Podem parecer tão belas quanto
Mas cheiram a plástico
Não atraem abelhas

E eu quero o mel
Eu quero flores com pólen
Eu quero corolas coloridas

O teu amor é uma flor
Sem aroma, sem vida
De plástico e que o tempo
Vai desbotando...

Mário Feijó

09.11.17 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

UM AMOR FORJADO PELO TEMPO





UM AMOR FORJADO PELO TEMPO

Desde que nos conhecemos
Houve um amor entre nós
No início a desconfiança
Afetava nossa relação

Dezenove anos depois
Tenho 83 anos era hora de partir
A vida havia se tornado cansativa
Era tempo de novas aventuras
Por outros planetas, outras galáxias

Nosso amor fora forjado pelo tempo
A Terra era um planeta escuro
E eu precisava de luz
Precisava dispensar teus cuidados

Sempre tive medo do escuro
E neste momento em que me torno luz
Parto em busca da evolução
Enquanto aguardo o dia em que me encontrarás...

Mário Feijó

31.10.17

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O PRAZER DE VIVER





O PRAZER DE VIVER

        Eu sinto que somos muito mais que um corpo. Não somos apenas um universo hospedeiro de bactérias, fungos e vermes. Nossa essência está no que somos, não no que temos.
        E o que somos vai além deste mundo e da nossa concepção de universo. Quando Deus disse que nos fez sua imagem e semelhança não falava de corpo físico.
Acredite ou não somos deuses porque somos parte deste Deus Maior que habita o cosmos, não neste mísero planeta chamado Terra, em vias de transformação. Aqui nos damos ao desfrute, ao desfrute de experimentar, de sentir, de poder, de ser, de ter e de nada ter.
O prazer nos leva a fazer viagens. Alguns acham-no na comida, outros no sexo, outros no jogo, nas drogas, na maldade, em querer possuir, de um jeito ou de outro para ter poder porque o poder também dá prazer. E que não souber usá-lo torna-se um tirano.
Há luz em todos os aprendizados e todos caminham, uns para a evolução outros para trás porque não souberam lidar com o prazer de viver.

Mário Feijo

29.10.17

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DEVOLVAM MEUS SONHOS




DEVOLVAM MEUS SONHOS

Ando vazio de sonhos
É que os conceitos atuais
Não são mais os mesmos
De algum tempo atrás

A justiça não é mais justa
O amigo não está conosco
Até debaixo d’água

A palavra não tem mais valor
Os maiores ladrões juram honestidade
E são respaldados
Por quem deveria condená-los

Os filhos deixaram de respeitar os pais
As pessoas não confiam mais nas outras
Não existem mais mulheres de vida fácil
A vida fico difícil pra todo o mundo

Ninguém mais vai para a escola para aprender
Os professores deixaram de ser mestres
Ninguém mais brinca nas ruas
As nossas casas são nossas prisões

Quem pode sonhar com um mundo melhor
Vendo tantos desmandos?
O Estado virou uma loba
Que amamenta qualquer cordeiro
Por isto eu quero meus sonhos de volta...

Mário Feijó

24.10.17

terça-feira, 17 de outubro de 2017

SERES DE TODOS OS MUNDOS




SERES DE TODOS OS MUNDOS

Nós já fomos tão pequenos
Muito menores do que grãos de mostarda
E mesmo tendo ocupado espaços
Ainda somos muito pequenos no universo

Um dia pólen
Somos jogados
De um lado para o outro

E o vento nos sopra
Para lugares tão distantes
Pós do universo é o que somos
E um sopro de vida nos habita

Alma que vai de um mundo ao outro
Numa eterna busca de desenvolvimento
Caminhamos pelas galáxias
Somos seres de todos os mundos...

MÁRIO FEIJÓ

17.10.17 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A PAZ DO TEU CÉU



A PAZ DO TEU CÉU

Eu amo estar no teu céu
Onde não existem estrelas
Onde não existe mar
Porém é nele que realizo sonhos

Os teus beijos me elevam às alturas
A tua pele é onde encontro rios
Que banham o meu corpo
Nas águas que ali pulsam

Eu bebo do teu desejo
Saciando minha fome
De ver lua e estrelas
Nosso amor do dia a dia

Eu quero os campos floridos
O canto brejeiro do sabiá
O ninho do joão-de-barro
Para entregar a ti em paz

Mário Feijó
16.10.17



sábado, 14 de outubro de 2017

UMA CASA DE SAPÊ




UMA CASA DE SAPÊ

Era uma simples casinha
Em que o material usado era o sapê
E quem lá pousasse os pés no chão
Sentia o coração pulsar de emoção

Haviam cobertores
Todos muito finos
Onde pulgas faziam morada

Não se lastimava – era feliz!
Na porta ao lado dormia Felicidade
Que tinha na pele
O cheiro de alfazema

Pela casa inteira o cheiro de café fresco
Ela mastigava algo
Numa boca risonha desdentada
Por isto tinha um sorriso frouxo

O seu mundo era ali
Foi ali que construiu sonhos para a vida inteira
E quando deixou de ser menino meninou-se
Para voltar a morar dentro daquela casinha

Mário Feijó

14.10.17

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A GENTE SE ACHA...



A GENTE SE ACHA...

Algumas vezes a gente se perde
No meio de outras pessoas
Dentro de uma grande cidade

Noutras nos perdemos na selva
Há os que se perdem em vícios
Nas drogas, nos jogos de amor
Ou nos jogos de azar

Ontem eu me perdi
Em teu corpo
Em teus braços
Nas tuas coxas

Agora sozinho eu me perco
Entre lençóis e cobertas
De uma cama fria e carente
Que como eu espera por ti

Mário Feijó

13.10.17

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ABRIRAM AS PORTAS DO INFERNO?



ABRIRAM AS PORTAS DO INFERNO?
Há tantas dores no mundo
Algumas tão visíveis
(Mas ninguém vê )
Outras invisíveis e que só
Quem as sente percebe
Dores de amores
Dores de desprezo
Dores de abandono
Dores de solidão
Quais os remédios que as curam?
Quais as soluções para tantas tristezas?
Quem amará nossas crianças abandonadas?
Quem abraçará nossos velhos solitários?
De onde virá a cura para tantos males?
Onde acharemos solução para tanta ganância?
Como puniremos tanta desfaçatez?
Como puniremos tanto cinismo e cobiça?
O cínico mente e o povo acredita
O ladrão dilipida o herário público
Como se fosse seu e o ignorante
Transforma em ídolo ladrões
Que nada viram e de nada sabem
Eu tenho medo do que vejo
Parece que abriram as portas do inferno
Vamos pensar no amor
E orar para que o Criador nos redima
E que queimem no inferno os que não amam
Mário Feijo
04.10.17

QUANDO A GENTE AMA



QUANDO A GENTE AMA

Algumas vezes
Por medo da solidão
Ou por insegurança
Nos condenamos a uma vida triste

E por medo de amar
Por medo de ser ridículo
Sim! Ridículo porque o amor
Muitas vezes parece ridículo

E quando a gente ama
Abre um sorriso na cara
Canta na chuva
E tudo parece lindo demais

É que o amor nos faz otimistas
Faz a gente sonhar, fazer planos
E mandar às favas
A opinião alheia...

Mário Feijó

12.10.17

sábado, 7 de outubro de 2017

AMOR QUE ARREBATA


AMOR QUE ARREBATA

Açucena é uma linda flor
Mas poderia ser nome de mulher
E para beber um copo de leite
É o nome desta flor-mulher

Rosa, dizem ser, a rainha das flores
Amo Rosa, minha amiga de faculdade
Tive Margarida como sogra (megera)
No entanto margarida é uma mimosa flor

Orquídeas são um encanto
Há uma infinidade delas na casa e no quintal
Da minha tia Lourdes que ama flores
Num chão onde tudo floresce

Tão simples catita cativa
Perfumes de céu azul
Calor extraído do amor
Em cores que arrebatam

Mário Feijó

07.10.17

sábado, 23 de setembro de 2017

O AMOR NOS SALVOU



O AMOR NOS SALVOU

Desde o momento em que eu te vi
Minha vida ganhou luz e cor
Tu abriste todas as minhas portas
E as janelas que davam para a felicidade

O amor nos salvou da escuridão
O amor veio nos ventos
O amor chegou nas brumas do mar
O amor desabrochou na primavera

E agora nas asas do vento
Nas entregamos à felicidade
Atemporal o amor nos envolveu
No tempo em que existimos

Sei que esperava por ti
Enquanto a vida passava lentamente
Eu estava aqui perdido
E foi assim que o teu amor me encontrou

Mário Feijó

23.09.17

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

MISTÉRIOS DA VIDA



MISTÉRIOS DA VIDA

Todos os dias eu me surpreendo
Com os mistérios da vida
Com as surpresas que temos...
Há muitas perguntas
E nenhuma resposta
Porque eu acredito
Em forças sobrenaturais
Que nos regem...
Acredito na energia do sol
Na força dos astros
No magnetismo do mar
E reverencio ao Deus
Que existe por trás de tudo isto...
Há mistérios ocultos na vida
Há perguntas na velhice
E respostas nos sorrisos das crianças
Há amor no desabrochar de uma flor
Há energia no crescimento de um fruto
Há perguntas no soprar dos ventos
Há respostas no desatino dos furacões
Há demônios disfarçados dirigindo nações
E anjos perdidos pelas ruas
Basta abrir os olhos...
Não podemos desistir do amor
Há poder na fé e nas orações
Temos que nos unir para nos proteger
Temos que praticar bons sentimentos
Não apenas cheirar as flores
Mas agradecer aos frutos que elas nos dão
Agradecer aos ventos que espalham vida
Pedindo que eles não se tornem furacões
Que a luz da vida
Não seja apenas a luz do sol
Mas a luz que irradia de nossos corações...

Mário Feijó

13.09.17 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MIL E UMA FORMAS DE AMAR




MIL E UMA FORMAS DE AMAR

Há muitas maneiras de amar
Para começar eu prefiro
Sempre a verdadeira:
Amor-amor
Amor-amigo
Amor-família
Amor-irmão
Amor-obrigação
Este último não me parece
Ser um amor verdadeiro
É um amor dependente
É o amor de quem ama
Porque deve algo
Porque quando algo fazemos
Não devemos esperar nada em troca
Na devemos esperar pagamento depois...
Amigo que diz que ama
E quando falamos a verdade
Logo fica de “mal” então, eu penso,
Este não deve ser um amigo verdadeiro...
Amor filial que quando
Não ganha mais dinheiro
Deixa de amar nasceu em lugar errado
Eu peço a Deus que o mundo o eduque...
Devemos sempre fazer o bem
Sem olhar a quem e nunca
Esperar nada em troca...
Há em mim uma felicidade
Em dar amor a alguém
Porque o amor se multiplica
No próprio gesto de amar...
Há sim muitas maneiras de amar
E que cada um encontre a sua
Sem esperar que o outro
Venha a lhe fazer algo em troca
Isto é evolução: nunca esquecer de amar!

Mário Feijó

11.09.17

domingo, 3 de setembro de 2017

INDEFECTÍVEL



INDEFECTÍVEL

Indecifrável
Indesejável
Indeciso
                Perdido

Sem saber para onde correr
Sabendo o que quer
Porém não consegue
Decidir o quer ser

Indefectível era o desejo
Indesejável era aceitar
Socialmente indeciso
(Perdido), na opinião dos outros

Um dia com cabelos prateados
Descobriu que a felicidade
Era tudo o que mais importava
Decidiu abrir os braços e amar

Mário Feijó

03.09.17

sábado, 2 de setembro de 2017

OS BRUTOS AMAM?




OS BRUTOS AMAM?

Homens são brutos
Homens dirigem a 100km/h
Em locais que limitam
A velocidade a 40km/h

Homens são violentos
Eles agridem
Eles se agridem
Para depois refletir

Homens não se preocupam com a saúde
Pensam que serão eternos por aqui
Homens têm medo de demonstrar
Suas fragilidades, amor, carinho

Homens são machos
Que pensam tudo poder
Empinam suas motos como se fossem pipas
E por serem irresponsáveis
Morrem primeiro que suas mulheres

Mário Feijó

02.09.17 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

VISITA



VISITA

Ontem à noite
Enquanto tu dormias
Eu ouvia teus passos
Dentro de minha casa

Bateste às portas
Abrisse janelas
Estava ali tua alma
Só pra me visitar

Eu que acredito em Deus
Que acredito que somos espíritos
Pensei “deves estar com muitas saudades”
Para ter vindo me visitar

E orei para que
Continues bem vivo
Para que logo eu te abrace
No corpo que tens neste mundo

Mário Feijó

21.08.17

O AMOR É UM “CUIDAR” DO OUTRO



O AMOR É UM “CUIDAR” DO OUTRO

Amar é ‘cuidar’ do outro
Não importa a distância
Mesmo longe estamos perto
Basta querer...

É ter pelo outro
O carinho que a abelha
Tem com a flor

Há ali vida
Há ali sentimentos
Há ali necessidades múltiplas

E se você cuida de mim
Eu cuido de você
E na fragilidade da flor
Percebe-se a fragilidade do amor...

Mário Feijó

21.08.17

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

NÃO TE ESCONDAS



NÃO TE ESCONDAS

Nada é melhor
Do que você em meus abraços
Por isto eu peço
Por favor não te escondas

Não te escondas de mim
Nem tampouco de ti
Ou até mesmo da vida

Não te escondas
No perfume das flores
Não te escondas
No vento que me enlaça

Eu te quero, bem sabes,
Sem subterfúgios
Quero o teu corpo, tu’alma
Por favor, venha! Venha pra mim agora


Mário Feijó

18.08.17

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A FESTA DE ANIVERSÁRIO (CONTOS)





A FESTA DE ANIVERSÁRIO (CONTOS)

                Carol estava feliz. Tudo em sua vida estava correndo da melhor forma possível. O filho cada dia ficava mais gracioso e já murmurava as primeiras palavras. Seu casamento com Pedro era um sonho concretizado e tudo se mostrava melhor na vida compartilhada a dois, do que antes já vivera.
Seu aniversário estava próximo, seria no mês de setembro e queria fazer uma grande festa para reunir os amigos e parentes. Seria a prova da sua superação depois de tantas perdas, mas principalmente porque ela transbordava felicidade. Pensou num churrasco e só de pensar já sentia o cheiro, coincidentemente os vizinhos faziam um e o cheiro chegava até ela. Começou a salivar, pensando nisto. Falara com Ana e já encomendara uma torta de abacaxi com recheio de leite condensado e coco.  Os 500 docinhos, falou com D. Rita, pediu desde brigadeiros a olho de sogra. Mas pensou também em encomendar 500 salgados. Afinal de contas eram todos os amigos e a família.
Tudo estava planejado com esmero e antecedência, o salão de festas estava reservado, ali mesmo no condomínio, afinal moravam em um condomínio fechado de primeira classe.
De repente sentira um arrepio, era o tempo mudando e a friagem entrava pelas frestas. Saiu para fecha-las antes que apanhasse um resfriado. Não queria adoecer e que algo saísse errado logo agora que estava tão perto da data.
Enquanto andava pela casa fechando as portas e janelas, sua cadelinha Lili, uma poodle micro-toy corria atrás dela mordendo a calça moletom que usava naquele momento, brincando e latindo querendo fazer festas.
Enfim chegara a data. O tempo havia esquentado. Já era quase primavera e aquele inverno não fora rigoroso. As árvores começavam a florir e no ar havia um perfume de flores que o vento suave se encarregava de espalhar pelo lugar e pela cidade.
Pedro percebia a sua felicidade e argumentava a si mesmo que jamais fora tão feliz. Jamais havia pensado que a vida de casado seria tão boa, como a sua estava sendo. E, depois da adoção do filho tudo ficara ainda melhor. Ele não media esforços para ajudar a esposa e colaborava com tarefas domésticas como trocar a fralda do filho, dar banho e colocar novas roupas na criança. Ajudava também com o asseio da cozinha e vez ou outra fazia um prato especial para o final de semana ou para uma determinada noite, quando abriam um bom vinho e papeavam sobre a vida e o trabalho. Tinham que se cuidar, pois ambos acabaram ganhando peso depois do casamento. Pensou “tenho que malhar um pouco mais”.
Doze de setembro! Chegou o grande dia para Carol distribuíra mais de cem convites pessoalmente e fez outros pelas redes sociais. Quase uma centena delas havia chegado. Viu que poucos faltavam.
No pátio havia um toldo onde um D.J. tocava músicas da atualidade e muito dançantes. Haviam combinado que depois ele faria uma sessão só com músicas dos nos setenta e oitenta, com os sucessos mais marcantes. Música boa de uma época boa, dizia Carol.
Naquela noite ela estava esplendorosa, seus olhos azuis sobressaiam no rosto, realçados pelo vestido de cetim com a mesma cor. Sobre os ombros usava um chalé branco. Pedro a admirava, entre embevecido e apaixonado.
A festa prometia ir até altas horas e enquanto tivessem convidados eles estariam ali com os amigos. O filho pequeno ficara na casa com uma babá...

Mário Feijó

17.08.17 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

DIA DE SOL




DIA DE SOL

Nada é melhor
Que depois de dias de chuva
Dias fechados e frios
Um dia de sol

Acordar com você
Dentro do meu peito
(mesmo estando longe)
Sentir o teu corpo cheio de vida
E em devaneios entregar-me ao amor

Parece que o sol nos sorri
As nuvens somem todas do céu
O infinito fica completamente azul
(dizem que azul é a cor do amor)

No campo as flores se abrem
Os pássaros gorjeiam alegres
Como se a primavera já chegara
Efeito do amor, efeito dos dias de sol

Mário Feijó

15.08.17