CONFISSÕES A UM AMIGO
Meu amigo
Tenho uma coisa pra te contar: o mundo às vezes é tão cruel conosco que as pessoas, para se livrarem das suas culpas, jogam-nas em cima dos outros, fazendo-nos acusações totalmente descabidas.
Quando eu era criança fui acusado de muitas coisas. Metade eu nem sabia o que era, mas me batiam por isto, a outra metade eu me tornei por curiosidade e vi que nada daquilo era pecado.
Sabe que, recentemente, até de assassino fui chamado. Porém eu te confesso que nem mosca eu mato. O pior, as acusações partiram de onde eu menos esperava: de pessoas que eu sempre ajudei. E, ainda me disseram, que alguém muito próximo seria testemunha. Ou eu envelheci meu cérebro, a ponto de nada lembrar ou estão me caluniando para não pagarem suas dívidas...
É, a crueldade das pessoas está num nível que só o final dos tempos explica. Buscam coisas de um passado remoto, de forma tão distorcida, e, ainda nem nos ouvem. Nunca podemos dizer realmente o que é verdade daquelas acusações simplesmente porque observaram isto ou “aquilo” e deduziram, por preconceito que faríamos isto, ou “aquilo”.
Passei três dias na casa de uma irmã, a quem sempre ajudei, e isto foi motivo para me difamarem, por preconceito, diga-se de passagem, porque meu sobrinho queria me tirar um valor superior a três diárias de hotel, alegando que teve que fazer três dias de faxina. Tudo mentira. Deixei tudo limpo. Então por vingança espalharam que fui pra lá fazer orgia. Se eu quisesse fazer orgia ia fazer na minha casa, não na casa dos outros. É muita crueldade. Daria um bom processo por calúnia e difamação, mas não tenho mais idade para me rebaixar ao nível destas pessoas, que se dizem “parentes”. E que diziam me amar...
Concluí que não vou me defender, nem acusar ninguém por tudo o me foi feito. A resposta está dentro da igreja que estas pessoas frequentam.Todas ensinam o amor...
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Maio 2026





























