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segunda-feira, 21 de março de 2011

VIDAS QUE SAIRAM DE MIM A FÓRCEPS


Eu sempre respeitei meus pais
E os amei intensamente mesmo
Quando em algum momento
Deixei de receber amor

E quando não me senti amado
Eu me senti desossado
Um pouco meio sem alma, um réptil
Mas eu os via como um presente dos céus...

E quando eu me tornei pai
Transformei o meu amor por meus pais
Num amor maior por meus filhos
Que se tornaram bens preciosos...

Eu não sei em que momento
Eles deixaram de me amar
Mas eu queria nem que fosse
Somente gratidão por suas vidas
Saídas de mim a fórceps...

Mário Feijó
21.03.11
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