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sábado, 29 de janeiro de 2011

ANTROPÓGAGOS DE AMOR


Por que será
      Que feres?
      Faca afiada
              Língua imolada...

Foste razão
       Um desejo
       Dois, três ou quatro beijos
               E não vi mais
               Luz no fim do túnel...

Construí pontes
      Todas ruíram
       Ratos roeram meus bolsos
       Mãos fortes seguraram
       Meu coração sangrando....

Carne crua
        Antropófagos de amor
        Não comeram minha carne
        Devoraram só minh’alma...

Algozes cruéis
        Aves de rapina
        Vertem lágrimas
        Devorando suas vítimas...

Acabaram todos
       Vítimas de si mesmos...

Mário Feijó
29.01.11                  
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