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sábado, 23 de agosto de 2014

METAMORFOSES DE UM PECADO



METAMORFOSES DE UM PECADO

A solidão nos impõe
Desejos pecaminosos
Algumas vezes induzindo
Ao caminho da luxúria

Há vezes em que no escuro
Eu já não sei que bicho sou
Ontem mesmo eu era uma lagartixa
E subia pelas paredes à tua procura

Noutro dia fui morcego
Tinha a cabeça virada.
Mas já fui cobra rastejante
Só para entrar na tua toca

O que eu gosto mesmo
É das horas em que sou flor
Só para te dar meu néctar
E te envolver no meu perfume...

Mário Feijó
23.08.14
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