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sábado, 16 de outubro de 2010

ENCONTRO SURREAL





De olhares a manjares
Luzes nas avestruzes
Albatrozes que comiam nozes
Feito peixes enrolados em feixes

Há fetiches em beliches da infância
Nos botecos cacarecos pendurados
Na colina a menina espiava
Os rapazes feito ases acenavam

Enquanto tudo isto acontecia
Pela orla subia um cheiro de maresia
E Santos do monte ali flertava
Eram horas em que senhoras
Esperavam pelo sino que batia
Alertando suas cínicas orações

Quem estava certo ali por perto?
Tudo parecia surreal
Era animal sem asas voando
Enquanto um homem inerte
Deitado na rede acenava à paisagem...

Mário Feijó
16.10.10

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