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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O BATER DA PORTA



O BATER DA PORTA

Era quase noite
Quando basteste à minha porta
Trazias no corpo queimado de sol
Ainda o salitre da maresia

Apenas flanavas feito gaivota
E no teu corpo quente havia
Um sorriso branco de nuvens
Como se fosse tarde de verão

Não ouvi o som da tua voz
Apenas te entregaste ao amor
Não te reconheci homem ou mulher
Eras apenas um anjo querendo ser amado

E pouco tempo depois
Saciados do amor
Ouço o bater da porta
E assustado acordo para a vida...

Mário Feijó

06.01.15
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