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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

ESPELHO, ESPELHO MEU...

ESPELHO, ESPELHO MEU...

Espelho, espelho meu
Que mostra a minha face cansada
O corpo encurvado
Reflexos da minha idade.
Por que deixaste que
O pouco de belo
Que em mim havia fosse embora?
Será que é porque nunca me amaste
Ou por que sempre foste cruel comigo
Fazendo-me acreditar que eu
Estava desprovido de qualquer beleza?
E agora será que mentes
Ou mentem aqueles que veem em mim
Uma beleza tardia, atemporal?

Meus olhos são mais benevolentes comigo
Eles não se abalam com meus cabelos encanecidos
Com meus olhos desbotados, nem se incomodam
Com a protuberante barriga
Que você faz tanta questão de realçar...

Ah! Espelho, espelho meu
Você não vê minha alma de criança
Não percebe que a idade
Também me proporcionou felicidade...
Você parece tão ranzinza espelho meu
Que já estou até achando
Que é você quem envelheceu...

Mário Feijó

15.01.15
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