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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ANGÚSTIAS DE UMA ALMA AFLITA





ANGÚSTIAS DE UMA ALMA AFLITA

Tudo o que eu queria
Era que o tempo
Tudo tivesse transformado em pó

E de pé no alto da montanha
Eu me libertaria
E com o vento
Conheceria o mundo e a mim

Sou prisioneiro
Numa terra que não é minha
Num tempo que não é meu
Em um corpo doente e hostil 

Quero a liberdade da alma
Que mesmo aflita vai a qualquer lugar
Que pode ser flor, pedra, chuva, mar e voar

Mário Feijó

27.11.14
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