sexta-feira, 28 de novembro de 2014

HÁ DOIS MIL ANOS

HÁ DOIS MIL ANOS

Hoje sou pedra
Daquelas que atiraste em Maria
Cascalho de rio
Paralelepípedo, calçada

Grão de areia do mar
Duna que se movimenta
Feito vento que leva maresia

Fui apedrejado
Transmutado na dor
Dilui meus ossos
Tudo por seu amor

Agora me entrego
A todos que me amam
Madalena pecadora
Banco de areia...

Mário Feijó

28.11.14

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