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sábado, 14 de dezembro de 2013

BORBOLÉO



BORBOLÉO

Borboletas têm pressa
Vêm o sol apenas uma vez
Têm só um dia
Para encontrar o amor
Para procriar
Para conhecer jardins
E neles depositar suas larvas
E depois serem devoradas
Por um pássaro qualquer

Borboléo não pode voar
Foi condenado a espiar
Passar seu único dia de vida
Sem ninguém para amar
Suas asas estão quebradas
Debruça-se no casulo
Vendo o seu dia ir embora

Borboléo foi condenado à solidão
Aprecia o fato de ter existido
E sem desespero aspira
O perfume das flores no ar
Dando graças à vida...

Mário Feijó
14.12.13
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