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quarta-feira, 25 de julho de 2012

QUEM DIRIA?


QUEM DIRIA? 

Quem diria que o amor
O atormentasse todos os dias? 

Eram bocas macias
Corpos bem cuidados
Queimados de sol, bronzeados

E da sua janela
Ele olhava feito mosca de padaria
Que lambe, lambe,
Sem nada comer 

Pensavam “coitado” tão velhinho
Até que um dia a vizinha
Solteira de esperanças
Apareceu grávida dizendo ser ele o pai 

Ele da janela continuava a olhar
Falava com todos
Dizendo da moça não lembrar 

Ela continuou sua vida
Até o dia em que o rebento nasceu
Dera-lhe um nome tão lindo
Que o velho reconheceu
“Este é meu filho! Tem o nome de meu pai”...

Mário Feijó
25.07.12
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