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quinta-feira, 5 de julho de 2012

FORTES SÃO AS ÁGUIAS...


FORTES SÃO AS ÁGUIAS... 

Alguns não fazem nem muito, nem pouco nos seus dias e passam pela vida como se nem brisa fossem.

Não balançam as folhas do coqueiro, tampouco arrepiam os lírios do campo.

Que vida mais insipida! Tudo aceitam, nada contestam em nenhum contexto.

Há os que passam pela vida como se fossem autômatos. Não é possível que nada se conteste que nada se faça para mudar um contexto de mediocridade.

E a vida segue sem que nada construam por si, por seus filhos, seus amigos, seus parentes, sua comunidade ou pelos outros, anônimos seres.

Não somos animais irracionais que só comem, descansam e lutam pela sobrevivência. Têm pessoas que nem isto fazem. Eu conheço pessoas assim. Tenho algumas em minha família que nem trabalho têm. Dependem da caridade dos outros, como não são nada, nada fazem.

É uma triste realidade esta e eu resolvi tocar neste tema, quem sabe alguns que me lerem incentivem estes que nem ler o fazem... tenho tentado há anos mudar o status quo de algumas destas pessoas. Pra ser bem específico desta pessoa que para o leitor não interessa saber a identidade, e se interessar é curiosidade não construtiva...

E quando eu arrumo algo para que ele faça, diz que não pode, que arrumou algo para fazer. Contenta-se com muito pouco, vive de nada, faz muitos filhos e não se preocupa com seus futuros.

Há vezes em que eu não consigo entender. Mas tenho que respeitar, pois a vida não é minha e cada um tem que cumprir seu próprio destino.

Um dia ainda adolescente ouvi um ditado judeu de que “não devemos interferir no destino das pessoas”. Passei a evitar fazê-lo diretamente, mas indiretamente, por sermos pais fica difícil não querer interferir.

Muitas mães são assim. Acostumam mal seus filhos e mesmo adultos estão sempre por perto os protegendo. Não temos o desprendimento das águias que quando os filhotes nascem os empurram do ninho para que voem. Para que se tornem donos de suas vidas. Para que se tornem fortes ou se esborrachem de vez...

Também não temos a elasticidade do bambu que se curva diante das adversidades para não se quebrarem...

Fortes são mesmo as águias, nós não passamos de aprendizes nesta vida e pouco até usamos de nossa massa encefálica. Dizem os cientistas que não usamos nem 10% do nosso potencial.

Será que quando aprendermos a usar o nosso cérebro com um pouco mais de racionalidade não estaremos mudando a raça humana e os destinos deste planeta?

Que outro animal mata por prazer? Que outro animal suja tanto o planeta? Temos que usar um pouco mais o cérebro pensando um pouco menos em nosso próprio bem, diante de uma vida tão efêmera...

Tenho a impressão que é chegada a hora de começarmos a tentar pelo menos ser um pouco melhores...



Mário Feijó

05.07.12
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