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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MINHAS TAÇAS ESPERAM O TEU VINHO


Quem dera ser teu, menino
E não ter minhas juntas
Carcomidas pelo ranço da idade...

Quisera eu ter a juventude
Dos teus vinte e poucos anos
Para poder me deliciar
No prazer das tuas carnes...

Ouço a cotovia cantar
Como se debochasse de mim
Dizendo que minhas pétalas murcharam...

O que eu faço
Com esta bomba de nêutrons
Pronta para explodir
Quando me deparo com teu corpo nu?

Lembro tua imagem que a laser
Cravou-se em minha retina...

E na mais completa submissão me entrego
Traga teu vinho, minhas taças te esperam...

Mário Feijó
01.02.11

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