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quinta-feira, 11 de abril de 2013

ALMAMENTO



ALMAMENTO

Do outro lado do pensamento
Vivem pássaros sem asas
Que se vestem de borboletas
Para morar em casulos

E quando fecho os olhos do corpo
Abrem-se os olhos d’alma
Vendo tudo o que estava
Por estes lados escondidos

Eu ganho asas
Dentro do meu almamento
E vejo tudo aquilo que
O meu pensamento imaginava

O meu corpo desencorpado
Ganha dimensões etéreas
Que só as almas possuem

E quando sem se fazer perceber
Ele desce macio num campo florido
Pousa delicadamente numa flor lilás...

Mário Feijó
11.04.13
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