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sábado, 14 de abril de 2012

AMIGO CAIDO DA CARROÇA





        Caiu o cachorro da carroça de mudança.

A estrada era esburacada e o cachorro caiu. Ficou ali perdido como quê pedindo abrigo, chapéu na mão...

        - Não me apontem o dedo! Não era eu o cachorro, tampouco era eu a dona dele. Sua dona é a vida, mas ela com ele não se comprometeu...

        O cachorro virou cão de rua. Tinha até certo estofo, um “pedigree”, mas de adianta um passaporte ou ter árvore genealógica na hora da mudança? Todos se perdem. Todos se assustam e com o cachorro não foi diferente.

        Este cachorro tem medo do frio. Este cachorro tem medo da velhice. Ele sofre de abandono. Mas eu pergunto quem não tem?!!

        Talvez não tenham medo as aves que voam rapineiras, à espreita, à caça porque elas pensam que não têm predadores...

        Todos somos caça muito poucos são caçadores.

        E o cachorro pensa: nada como uma cama quente, uma cachorra ardente e braços ao redor do corpo.

        Com estes pensamentos o cachorro se aquieta e dorme...



Mário Feijó
14.04.12  
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