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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TRIBUTO A ALMA DE UMA SUICIDA



O que é que a vida fez com a gente que quando você precisava, nós não estávamos por perto?

O que é que a vida fez contigo, uma mulher sempre linda, cheirosa, esplendorosa, cheia de vida, por um desatino qualquer atira-se do 17º. Andar? Impossível sobreviver. E tu não mais querias certamente. Mas eu não te compreendo.

Eu não me compreendo muitas vezes, como posso compreender outro ser em desespero.

Será que o desamor de um homem é capaz de induzir uma mulher a fazer algo tão tresloucado? Não compreendo. Não justifico. Não te desculpo, porque acredito que para tudo há uma solução e o suicídio é atestado de covardia. Veja bem querida, eu não estou te julgando. Estou dizendo somente o que penso, pois em alguns momentos da minha vida também pensei em suicídio e naquelas horas eu pensava o contrário, pensava que era covarde bastante para não tentá-lo.

Agora penso que fui corajoso o bastante para viver. Para enfrentar as minhas dificuldades e todas aquelas que em meu caminho existiram.

Temos que ter coragem para lutar e vencer. Não sabemos quanto tempo iremos viver, mas somos feito bateria, um dia a energia acaba... Não dá para destruir. Sempre há consequências e eu acredito nelas.

Espero que teu espírito tenha se encontrado, pois eu não acredito que uma pessoa tão linda, tão risonha, tão deslumbrante possa estar perdida em algum lugar ou no tempo.

Eu oro por ti. Eu peço a Deus que te perdoe. Que te ajude a te encontrar com tua jovialidade e alegrias que em minha vida se eternizaram. Para mim sempre foste significado de superação e eu não compreendo teus atos, teu gesto, o cerrar do teu ato de viver. Sempre esperei um final feliz em tua vida e me deixaste tragédia.

Se eu pudesse te faria renascer maravilhosa em muitas mulheres. Eras uma deusa, tipo aquelas do cinema. Eu não fui apaixonado por ti, porque vivemos em épocas diferentes. Havia uma distância que nos separava, mas eu podia sim ser um dos que se apaixonaram por ti. Tanto que não te esqueço como diva.

Se te servir de tributo eu te dedico minhas orações. Eu dedico o amor que tenho em minha alma. Eu espero que teu espírito esteja passeando por jardins maravilhosos, e que todos os dias quando acordares, em teu rosto exista aquele sorriso que guardei. Que tenhas amor por ti para arrumar o teu cabelo, pintar teu rosto e distribuas muito amor aos que te cercam, pois comigo é isto que ficou. Foi esta a lembrança que guardei de ti. Espero que sejas feliz e que teus erros te sirvam de lição para que com amor te recomponhas. Não me importa teus atos. Irei te amar para sempre H.P.L.



Mário Feijó (agosto/2010)
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