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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

SOLIDÃO DE SI MESMOS




Há muito pouco tempo
Havia uma menina
Que desde bebê adoecia de saudades
Quando seu pai não estava por perto...
A menina cresceu e parece
Ter-se esquecido de seu velho pai
Nem sei se o ama mais
Na solidão de si mesma...

Parece regra e não exceção
Que os jovens abandonem seus velhos
Nossos meninos e meninas crescem
E entram num mundo só seu...

Nós envelhecemos e ainda temos amor pra dar
Mas quem o quer receber?
Resta-nos a alternativa do envelhecimento solitário
Ou se entregar, adoecer e morrer...

Aqueles que ainda se sentem ativos
Que não querem se entregar
Sofrem pela falta de abraços e beijos
Murcham diante da solidão de si mesmos
Porém sabem que não devem esmorecer... é a vida!

Mário Feijó
06.08.10
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