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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

POMBOS E PESSOAS...





Parece que foi ontem que eu estava em Cabo Frio, dali fui pra Capão da Canoa e agora estou em Florianópolis. O tempo é célere e tudo na vida igualmente...

Sento num local pitoresco – Mercado Público de Florianópolis – querendo almoçar em paz, algum prato típico da cidade, e o peixe assado é um deles. Sinto água na boca quando penso. Então decido é isto mesmo o que vou fazer e sentei ali, observando a vida, os transeuntes e... os pombos novamente. Como a que descrevi em um poema há menos de um mês, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Lá estão eles novamente feito praga que se alastra e se adapta a tudo. Desta vez vejo-os comendo um pastel de carne, feito no forno (certamente para não engordar... risos) que alguém deixou cair no chão. Será que foi o olho gordo dos pombos?

Veio o garçom eu peço um peixe na chapa, só o peixe e ele me traz de brinde um molho de camarão (e que camarão!!! Enorme!).

Consegui comer até a metade em paz, mesmo com o vento que batia e as pessoas passavam ao redor (quanta poeira certamente comi, sem perceber enquanto tentava almoçar). Mas o que mais me incomodou não foi isto, foi a quantidade de pedintes que encontrei na cidade, e aquele momento era próprio para uma mulher se aproximar e pedir, moço, dá pra deixar um pedaço pra mim? Pronto! A fome foi embora. Veio a dúvida: será que ela estava mesmo com fome ou queria somente que eu me consternasse e lhe desse dinheiro?

É que no dia anterior eu tinha ido ao salão cortar o cabelo. Antes de entrar no salão, um desses pedintes, até bem arrumado me cercou pedindo qualquer coisa de comer para levar para a filha, em casa. Não queria dinheiro, queria pão, leite, qualquer coisa. Fui com ele até a padaria, mas achando que estava falando a verdade dei R$ 2,00 e fui procurar um local melhor para estacionar, pois estava numa zona de local proibido. Quando voltei passei em frente à padaria e encontro com o fulano que quase esbarrou em mim, sem os pães e com um cigarro na boca... No dia anterior foi a mesma coisa, um me atacou pedindo R$ 5,00 para colocar gasolina no carro pois tinha acabado e foi ver que tinha esquecido a carteira em casa, mas deixaria comigo, se eu quisesse a identidade... antes fez uma cena, meu Deus, meu Deus. O que eu faço? Aí se aproximou. Resultado: levou os R$ 5,00.

Eu fiquei pensando nos pombos e nas pessoas. Quem será que se adaptou melhor? Os pombos pelo menos são verdadeiros. Não fazem cenas, nem usam de chantagem emocional para que você lhes jogue um pouco de arroz, evitando que eles comam frituras... e as pessoas? Estão cada vez mais se utilizando de mentiras para arrancar dinheiro e coisas dos que ainda acreditam que as coisas podem mudar...



Mário Feijó (14.09.11)
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