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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

VERSOS QUE SANGRAM



VERSOS QUE SANGRAM

Dói na minh’alma
Aquele desamor
Corte na garganta
Talho nas mãos

E dos meus olhos
Escorrem lágrimas AB+
Com hematócrito 45
É quase negro o meu sangue

Ora oxigenado
Outrora carbônico
Corte cicatrizado
Numa auto-hemoterapia

Pulsa na minha jugular
O despeito de um amor
Que poderia ter sido
Abortado por falta de entrega

Mário Feijó

11.12.14
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