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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

AS CORES DA VIDA


AS CORES DA VIDA

Eu não quero pra mim
Uma vida desbotada
Como aquela que tinha
Há algum tempo atrás...
Peguei um pincel, bisnagas coloridas,
Tela, papel, solvente
Resolvi colorir tudo...

Quem sabe colocar
Um sol bem grande
E lá no cantinho nuvens que choram
Para a alegria da terra

Colocar também um pouco de brisa
Para polinizar as árvores
No pasto ovelhas, cabras,
Galinhas, perus, marrecos
Um cachorro para espantar invasores

Ah! Eu quero dar cores à minha vida
Chega de escuridão
Chega de tristeza!

As minhas noites sempre terão
A luz do luar e quando não
Bastam-me as estrelas
Bastam meus olhos brilhando
Lágrimas de alegria...

É tão bom amar
Mesmo quando não há alguém pra amar
Amar a si próprio faz muito bem
Acreditar que podemos ser felizes
Com o pouco que temos

Eu vou pintar minha vida
Quero acrílicos nos tons do arco-íris
Em cores bastante fortes
Aquarela é pouco
Quero mais... Muito mais cor nesta vida.

Mário Feijó

30.12.14
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