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quarta-feira, 27 de junho de 2012

PARA ONDE VÃO OS AMIGOS?


PARA ONDE VÃO OS AMIGOS?





“Noto que estou envelhecendo; um sintoma inequívoco é o fato de que não me interessam ou surpreendem as novidades, talvez porque perceba que nada de essencialmente novo existe nelas e que não passam de tímidas variações”.

Jorge Luiz Borges in “o congresso”, de o Livro de Areia



Eu já precisei demais de vocês
De todos os que se diziam meus amigos
Foram muitas horas de dor e solidão
E todos fugiram dizendo que estavam solidários


Eu pensei que as estrelas
Também tinham me abandonado
Em todas as noites que não conseguia dormir
Consumido pelo meu pranto e dor


Só o mar foi uma constante em minha vida
Com ele haviam as lembranças dos momentos vividos
Então quando eu arrumei uma cama quente
Apareceram alguns querendo me condenar...


Era tarde demais porque eu vi o sol continuando a brilhar
Eu descobri que o céu tinha muitas estrelas desconhecidas
E a cada sete dias a lua tem vindo se renovar em minha vida...


Mário Feijó
28.06.12
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