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quinta-feira, 30 de junho de 2011

SÓ POR TI





O que parecia ser
Apenas um cão vira-latas
Latindo para quem se aproximasse
Do seu companheiro morto
Era eu que chorava
A tua partida tempestuosa...

O teu corpo não estava mais lá
Mas eu fiquei aqui – animal desesperado –
Sofrendo a solidão inevitável... 

A falta da tua companhia
Que fazia a minha mente sadia
Brilhar um pouco mais... 

Era só por ti
Porque eu convivo bem comigo
Mas detesto estar só
Detesto não ter o teu corpo
Para comigo partilhar o amor
Que no meu transborda... 

Feito naufrago desesperançado
Que se agarra a qualquer objeto
Eu sobrevivi – mas a minh’alma
Afogou-se no pranto que eu derramei sem ti...


Mário Feijó
30.06.11
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