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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

UM, DOIS, TRÊS BEIJOS


Um beijo, dois beijos, três beijos
E foi subindo um calor
Deixava naquele rosto um rubor
E com ele uma vontade incontrolável de amar...

Nas costas corria um arrepio
Os pelos estavam eriçados, a pele sensível
Qualquer toque no corpo
Dava uma descarga elétrica, raios, trovões...

Parecia que meus toques
Geravam tempestades
Numa terra ora seca
E necessitada de chuva...

Impossível começar sem ir até o fim
Precisávamos um do outro
Feito a lua que sem a luz do sol
É apenas mais um lixo espacial...

Mário Feijó
10.12.10
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