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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SANGUE E AREIA



Esperar-te-ei na beira do mar
Como se fosse a mulher amada
Ansiosa por seu pescador

Nas tuas ondas me perdi
Na espuma me transformei
Tatuíra me enterrei na areia
Transformei o meu sangue

Sou a ostra que se agarra à pedra
Não quero de ti o meu corpo largar
Perco-me nas brumas da praia
E nas velas que vão para o mar

Hoje meio distante
Vejo que nas ondas o mar te levou
Perco-me em areias do deserto
E em tintas o meu sangue secou...


Mário Feijó
09.02.10
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