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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

BOCÓ



‘BOCÓ’

Ele é simplório
Parece nem saber amar
Tenho dó de sua esposa
E da truculência com que lida com as filhas

É um homem de pouco estudo
Não tem compreensão do mundo
Tampouco da complexidade das relações
Entre pessoas e sentimentos

Ele usa a força no trabalho
E para impor suas vontades
Pouco conversa ou diz o que sente
Na gíria, não passa de um “bocó”

Eu não o julgo
Vejo nele o pai que tive
Penso no desamor que foi minha vida
E vejo que há homens que não evoluíram...

Mário Feijó
08.08.13
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