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sábado, 12 de maio de 2012

NOVAS MÃES





Algum dia eu tive alguém
A quem eu abraçava e chamava de mãe
Mas a vida madrasta não nos permitiu
Muitos anos juntos 

Eu lamentei, mas não choro mais
Minha madrasta me mostrou outros caminhos
E eu além de pai e avô
Acabo de me tornar também “pamanhô”(*) 

Não é uma questão de gênero o amor
Não importa a forma como ele vem
Desde que sejamos amados por alguém
O mais importante é aceitar o amor 

Como é importante aceitar as lições
Que a nossa vida madrasta
Quer nos ensinar a cada dia
Porque enquanto espernearmos
O amor não se aninha em nossos braços...


Mário Feijó
11.05.12 

(*) Pamanhô é um pai, mãe e avô... visto que crio sozinho duas netas, um perfeito três em um que se desdobra pra dar conta.
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