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quinta-feira, 1 de maio de 2014

MORRENDO DE SAUDADES



MORRENDO DE SAUDADES

As luzes da cidade acendem-se
Quando no horizonte
O alaranjado das nuvens –
Denominados arrebol –
Anunciam o anoitecer

E num misto de alegria e dor
Passo o final da tarde
Ouvindo os recados e gemidos do vento
Como se te anunciassem à minha espera

Queria abrir as janelas do décimo terceiro andar
E voar para a “nossa” casa
(penso que minh’alma ainda mora lá)
E recolher da lareira restos de cinzas da tua saudade

Não há mais quintal onde eu moro
A tua cachorra mora agora com crianças
Não tem mais o teu colo, nem o meu
E está sofrendo do coração (contaram-me)
Deve estar morrendo por saudades nossas

Mário Feijó
01.05.14
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