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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

LEITE CONDENSADO COM PERNAS

Hoje eu já não gosto tanto de doces, chocolates e guloseimas açucaradas como gostava até meus trinta anos.
Não sei especificamente porque esta linha limítrofe dos trinta anos, mas como geralmente, sou meu próprio terapeuta acho que foi porque aos trinta anos eu parei de viver amores platônicos e vivi meu primeiro amor correspondido, o que eu pensava ser assim...
Voltando às doçuras dos trinta anos। Nesta idade eu me separei pela primeira vez, depois de ter vivido um casamento desastrado por quase dez anos que me deixou de herança quatro filhos, onde havia sexo, mas não havia amor.
Eu com 1,84cm e apenas cinquenta e seis quilos (hoje fui impactado pelo tempo e me estico ao máximo para ter 1,80cm e me encolho o que posso, dentro de 80 kg para esconder a detestável barriga).
Naquela época ficava feliz quando pesava 60 kg, então podia comer todos os doces e mousses que me apareciam, abria uma lata de leite condensado e tomava toda de uma vez. Num determinado dia abri uma, mas tomei só a metade e como não tinha outra, guardei a metade para o outro dia. O segredo era não colocar na geladeira, pois o mesmo endurecia e ficava difícil de sair da lata. Mesmo tendo uma textura pastosa, quase líquida, fiz um furo quase do tamanho da minha boca, para poder sugar o máximo que pudesse. Nesta época não havia problemas em deixar uma lata de leite condensado aberta em cima da geladeira, pois eu morava sozinho em um pequeno apto de dois quartos.
No outro dia, antes de ir trabalhar e antes de qualquer desjejum peguei minha linda lata de leite condensado, e tal qual um adolescente que “vai com muita sede ao pote” quando se atira às delícias do amor e do sexo, suguei avidamente minha lata de leite condensado ficando com a boca cheia daquela massa pastosa, meio lisa, mas com pernas... pernas? Mas leite condensado não tem pernas!
O que aconteceu foi que durante à noite entrou dentro da minha preciosa lata de leite condensado uma enorme barata que morreu feliz e satisfeita, sufocada, dentro do meu tão delicioso leite condensado...
Talvez por isto eu tenha perdido o meu infinito amor aos doces...
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