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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

AREIA FOFA

AREIA FOFA

Se procurar bem, você acaba encontrando.
Não a explicação duvidosa da vida,
Mas a poesia inexplicável da vida!

Carlos Drumond de Andrade


Então os meus pés afundam
Na areia fofa à beira-mar
Penso na vida enquanto
Tatuíras se afundam na areia, medrosas

Eu, igualmente medroso, afundo-me
Em saudades e lembranças
Enquanto o tempo célere cobra de meu corpo
Uma lentidão até há pouco tempo inexistente

O sol, tímido, esqueceu que é verão
E desbotado esconde-se entre nuvens
Tão cansado quanto eu

Penso nos bons momentos em que
Eu tinha asas e ia longe
Tão longe que desaparecia por entre as nuvens
Agora apenas me afundo na areia fofa

Mário Feijó

28.12.15
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