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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

VELHO ARBUSTO



UM VELHO ARBUSTO

Um dia eu já fui assim:
Um anjo-demônio em corpo de menino
Cresci acreditando na vida
Tendo esperanças
E investi em pessoas
E quanto mais me decepcionavam                                               
Mais eu continuei investindo nelas...

Hoje conheço melhor o ser humano
E sei do que ele é capaz
Porque eu também cometo meus deslizes
Não somos perfeitos
Mas temos que acreditar que podemos
E colocar amor no que fazemos...

Agora sou apenas um velho arbusto
Que o vento açoita todos os dias
Nem para ninhos mais eu sirvo
Os pássaros têm medo
Que meus galhos não mais os suportem

E como velho arbusto
Sei que um dia o vento me vencerá
Mesmo que a tempestade não seja tão violenta
Secos meus galhos, bastará um simples raio
Para que o velho arbusto seja vencido...

Mário Feijó
07.02.14
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