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quarta-feira, 1 de abril de 2015

A MENINA E A LAGARTIXA – FÁBULA

A MENINA E A LAGARTIXA – FÁBULA

Correndo pelos campos, laço amarelo no cabelo que voava ao vento, Isabela saltitava dizendo-se borboleta. Cheirava todas as flores e quando viu camélia gritou:
- Que lindas! Que perfumadas, tinha ela quatro anos, na época.
- Isabela: camélias não têm perfume!
- Têm sim! Retrucou.
- Então que perfume elas têm, perguntou a avó.
- Elas têm perfume de primavera...
- Entra menina. Vai chover.
Isabela sem ter o que fazer, dentro de casa, andava à procura de algo para se distrair.
Olhou num canto e viu uma lagartixa que a olhava, entre curiosa e amedrontada.
De repente ouviu uma vozinha bem baixa que dizia:
- Hei menina! Meninaaaaaaa. Qual é o seu nome?
Procurou e não sabia de onde vinha aquele sussurro.
Era a lagartixa querendo conversar.
- Ué!! Você fala? Disse Isabela.
- Ué!! Você não fala? Por que eu não posso falar? Disse a lagartixa quase se sentindo ofendida.
Assim ficaram as duas até resolverem que ambas falavam e se entendiam.
Contou-lhe a lagartixa que tinha nascido jacaré, mas que por falta de rios limpos torna-se lagartixa. Era muito mais fácil andar se equilibrando por paredes do que nestes rios tão poluídos por aí. Ainda por cima com tão poucos peixes.
- Nas paredes, pelo menos eu como alguns mosquitos e já estou satisfeita.
- E você menina o que gosta de comer? Disse a lagartixa.
- Eu como de tudo. Mas adoro os doces e as lasanhas da minha avó, disse Isabela.
- Bem, tenho que ir porque até agora ainda não comi nenhum mosquito e a minha barriga ronca. Você tem sua avó que faz coisas gostosas.
- Beijos lagartixa. Não coma as minhas borboletas, tá?
Nisto entra a avó que pergunta:
- Com quem falavas Isabela?
- Ah, vovó vamos mudar de assunto? Quero um refrigerante com bolo. Pode ser?


Moral da história: quando o rio não está pra peixe até jacaré vira lagartixa.
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