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quarta-feira, 31 de julho de 2013

PILULAS DE FELICIDADE





PÍLULAS DE FELICIDADE

Ensinar é dar colorido à vida do outro. É mostrar horizontes. É ensinar caminhos.
Um dia eu dei a alguém “pílulas de Frei Galvão” e vi acontecer ali um milagre. Não pela pílula em si, pois não sei nem se a pessoa fez a novena recomendada, mas o carinho, as palavras amigas me fizeram ver a pessoa acreditar que poderia vencer. Por isto a palavra amiga é uma pílula de felicidade e de fé.
Ter fé é importante. Não importa em que ou quem você acredita, acredite em você e não desista dos outros. Já está comprovado que a fé faz alterações físicas, além das psicológicas, em quem acredita.
Hoje eu sou feliz porque acredito em mim e no Deus que me habita, somos um só.
Eu já casei por obrigação, já casei por amor e já casei por amizade. Em todas as relações a relação terminou. A primeira porque tinha prazo de validade; a segunda porque o egoísmo e os vícios eram predominantes, apesar do amor. E a terceira por morte. Eu penso que não fui feliz em nenhuma destas relações. Eu só passei a ser feliz quando eu me permiti sê-lo. Quando eu passei a acreditar que a pessoa que me faz feliz sou eu. Se eu não conseguir ser feliz sozinho, não conseguirei tendo alguém ao meu lado porque ninguém é bengala de ninguém.
Alguém do nosso lado é um aditivo à felicidade que construímos e o que precisamos é nos construir como SER. Por isto a minha prioridade na vida não é TER, mas SER e ensinar aos outros a se construírem como pessoas, como seres que somos.
Hoje eu algumas vezes durmo com um sapo (de pelúcia). Frescura (dirão alguns); solidão (dirão outros); identificação (algumas vezes, penso eu). É que este sapo eu tinha dado a alguém que já se foi dizendo que ele era eu. Acabei herdando-o e na falta de alguém pra me aquecer uso-o sem sofrimento.
Mas voltando ao papel do professor (educador) eu o vejo como um evangelizador porque ele planta sentimentos, ele transmite amor. Professor sem paciência é como erva daninha num jardim, mata as flores. E quando você planta amor você se eterniza na memória e nas ações do outro.
Não julgo e nem recrimino ninguém. O que eu ensino é que “a vida dá o troco”. Não faça com o outro o que você não quer que faça consigo. Um dia você pode encontrar com esta pessoa como seu médico numa mesa de cirurgia, ou como cuidadora quando você for velho.
Distribua amor em pequenas pílulas. Com certeza quem se fortalece, quem se cura é você, não o outro.

Mário Feijó
31.07.13

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