Google+ Badge

segunda-feira, 15 de julho de 2013

À FLOR DA PELE



À FLOR DA PELE

Tudo é sem razão, porém tudo tem um por que. Assim é o amor. Assim acontece comigo e acontecerá (ou até já aconteceu com você).
Eu desconheço tuas razões quando dizes me amar, quando pedes “ame-me e eu te amo”. Isto é incoerente, visto não parecer racional, tampouco emocional. Seria neura?
Eu não posso dizer “eu te amarei todos os dias de sol, porque nos dias de chuva terei medo de te amar”. O amor não depende das condições atmosféricas tampouco há um tempo para amar.
No amor perdemos e ganhamos, tudo depende do ponto de vista com que olhemos a relação. Ninguém sai ileso de uma relação, seja ela de amor ou outro sentimento qualquer. Geralmente ganhamos quando o assunto é amor. Porém podemos perder se tivermos medo de amar. Sendo assim posso concluir que não é amor, se o medo for maior, pois o sentimento predominante será o medo e não o amor.
E se você diz que me ama, provavelmente tem nutre por mim uma paixão, não um amor verdadeiro, porque a paixão a gente mede, mas o amor não dá pra medir. Basta assumir e seguir em frente.
Diz o ditado que “um amor a gente cura com outro amor”. Eu não acredito nisto. Nunca consegui curar um amor com outro, mas paixões sim. Uma paixão eu já curei com outra porque na paixão é o sexo que grita mais alto, então trocamos uma tesão por outra. E a paixão é algo que fica na pele ou seja “à flor da pele” enquanto o amor ultrapassa a pele. Ele vai além da epiderme e toca na alma. Por isto o amor não se explica.
Muitos amores até podem começar pela paixão, mas diante do medo não há amor que sobreviva. O medo é uma pedra que jogada sobre o lago saltita, tremula, mas faz o amor afundar.
Não podemos viver sem amor. Não podemos ficar sem amar. Não é possível brincar com a paixão sem com ela se queimar. Portanto permita-se amar. Eu prefiro um dia, um mês de amor a não ter histórias para contar.
Já soltei todas as velas do meu barco. Já o coloquei a navegar. Já icei as minhas âncoras e pus meu barco em alto mar. Para onde ele vai eu não sei. Estou deixando a brisa do amor me levar. Se você quiser desista agora porque o meu barco não vai para o cais neste momento voltar...

Mário Feijó
15.07.13
Postar um comentário