Google+ Badge

terça-feira, 6 de junho de 2017

A VOLTA E A RECONCILIAÇÃO Capítulo III

A VOLTA E A RECONCILIAÇÃO

Capítulo III

Pedro atende ao telefone e vê que Carol não está bem.
- Calma querida. Diz ele.
- Fique onde você está. Vou pegar um táxi e já encontro você.
Ela fica mais segura e deixa fluir toda a tristeza e desespero pelos quais passara nos últimos tempos, caindo numa crise, quase convulsiva de soluços e lágrimas.
Quinze minutos depois chega Pedro que fica assustado com o desespero de Carol.
Neste momento ambos esquecem as angústias e caem, um nos braços do outro, e no conforto daquele abraço ela o beija apaixonadamente. Tudo é esquecido. Só importa o amor que ainda sentem um pelo outro e percebem que não há motivos para não confiarem um no outro.
Quando se acalma, ela diz a Pedro:
- Por favor, perdoe-me.
- Perdoá-la? Mas por qual motivo? Diz Pedro estupefato.
Carol resolve contar tudo, desde o início quando percebeu a gravidez, e o medo que teve de contar-lhe, depois de algumas tentativas frustradas.
Pedro a ouve, sem falar nada, e percebe que ele também em nada ajudou quando rejeitava a ideia de ser pai. No início apenas arregalou os olhos. Depois passou a um estado de incredulidade diante do que ouvia, até chegar ao ponto em que pediu:
- Não se martirize mais e me perdoe por ter sido tão injusto com você. Eu dizia que não queria ter filhos, por você. Pensei que não poderia mais e não queria ter ilusões, nem tampouco causar decepções em você, caso disse que queria um filho. Eu vinha já pensando em formar uma família com você e como disse não menstruava mais, alegava não querer ser pai.
- Perdão, meu bem! Tudo o que eu quero é você. Case-se comigo e esqueçamos tudo, se possível.

...

Passados seis meses foram em lua de mel para o Rio de Janeiro. Visitaram o Cristo Redentor, numa manhã de domingo. Dia ensolarado, via-se toda a cidade. Lá embaixo a baia de Guanabara reinava esplêndida. O aterro do Flamengo aparecia resplandecente. No mar muitos barcos e iates ancorados. Do outro lado via-se a Urca e o Pão de Açúcar, com seus românticos bondinhos, indo e vindo. Já era o inicio da tarde quando voltaram do passeio e como a tarde estava quente pensaram em ir à Praia de Copacabana. Passaram no hotel para se trocar e Carol percebeu que sua carteira com documentos, o celular e dinheiro haviam sumido. Ela tinha sido roubada e não percebera.
Em consequência do transtorno passaram o resto da tarde numa delegacia do subúrbio, próxima do hotel onde estavam hospedados. Havia muita gente e poucos policiais de plantão. Ouviram, enquanto aguardavam, casos de estupro, roubo e assassinato. Era uma situação caótica e depressiva. Ele percebeu que seu drama era dos menores ali, afinal o dinheiro não era muito, todo o problema seriam seus cartões e celular. Com o boletim de ocorrência nas mãos poderia viajar e na volta providenciar seus documentos. Na segunda feira iria a uma agencia de seu banco cancelar os cartões e à operadora do seu celular para bloqueá-lo.
Estavam jantando quando o telefone de Pedro toca. Era o número de Carol. Resolveu atender pensando que alguém poderia tê-lo encontrado. Porém eram os ladrões agindo. Ameaçaram os dois de sequestro, caso não depositassem dez mil dólares em determinada conta. Tiveram acesso às mensagens de Carol e sabiam da viagem, do voo, do local da hospedagem e falaram até sobre os filhos dela.
Voltaram à delegacia e foram recomendados pelo delegado a trocar de hotel. Assim resolveram mudar aquela noite e no dia seguinte voltar para casa, em Florianópolis.
Dois dias ficaram envolvidos com o transtorno do roubo. Carol teve sorte por estar acompanhada de Pedro, caso contrário nem saberia o que fazer para voltar pra casa.
Os documentos demorariam uns dias para ficarem prontos. Os filhos de Carol foram orientados a mudar de números. Ligia, a filha de 28 anos, recém-casada fora a que ficou mais assustada com toda a história, já o irmão Alex que morava nos Estados Unidos, por conta de uma pós-graduação, fora avisado de tudo, mas parecera tranquilo.
Depois de tudo resolveram ir para o Águas Mornas Palace Hotel, no pequeno município de Águas Mornas que pertence à Grande Florianópolis. Lá é só campo, descanso e águas termais. O que mais queriam depois de tudo?
Instalados naquele paraíso perceberam que não precisavam ter ido tão longe para encontrar o que procuravam. Bastavam-se um ao outro e se entregaram ao encanto da paixão quando o telefone de Pedro tocou. Era um número do Rio de Janeiro... Esqueceram de trocar o número de Pedro.
Olharam um para o outro... atenderiam? Perguntaram-se com o olhar...


Fim do terceiro Capítulo

Mário Feijó
06.06.17


Postar um comentário