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domingo, 21 de fevereiro de 2016

COTIDIANO


COTIDIANO

O sol que já tinha nascido,
Espreguiçava-se por entre as nuvens...
Hora espiava... Hora expunha-se desavergonhadamente
Enquanto uns apenas caminhavam
Ele estendia seus raios sobre as nuvens
Dando luz ao dia e aos seus adoradores
Ao longe, a praia parecia deserta
Porém entre os escombros e as dunas
Dentro dos aptos havia
Os que também se espreguiçavam, outros
Vinham pela beira da praia
Alguns a fazer exercícios caminhavam
Misturando-se entre os que apenas pescavam

Na praça já havia crianças brincando
Fechado o bar ainda estava,
Pois a ressaca fora grande.
Na beira da praia, ratos deixavam seus lixos
(ou seriam homens, mulheres e crianças sem educação)...
Não posso afirmar nada. Era apenas um observador.
O Quero-quero catava seu alimento aqui e ali
Quando de repente surge uma enorme imagem
(seria um extraterrestre?). Ilusão!
Era apenas o fotógrafo catando imagens do cotidiano...

Famílias passeavam ouvindo música e conversando
As marcas que ficavam, logo eram lambidas pelo mar
Enquanto isto as garças,
Acostumadas às andanças dos humanos,
Pescavam seus alimentos,
Voando sempre que uma onda mais forte vinha
Não era hora de molhar as penas.
Que pena, nunca vi uma garça tomando banho.
Pensei como conseguem ser tão branquinhas?

O mar parecia ouro derretido
Vendo de longe ainda havia um gris
Deixado pela noite e pela bruma que o mar trazia
E o mar majestoso ia e vinha...
Igual às pessoas... igual às formigas...
E a bruma ao longe, aos poucos sumia...

Meus pés na água fresca se misturava à espuma do mar
Perto... Tão perto estava o farol imponente
Observando o que se passava longe...
E os homens e mulheres deixavam marcas
Que o raiar do dia e as ondas do mar,
Indo vagarosamente apagando...

Nem um pio, dava a coruja
Apenas observava mais um cotidiano.

Mário Feijó
21.02.16

(com todas as fotos de cada situação no meu facebook)



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